
Com uma carreira recheada de sucessos e experiência internacional, Rui Coimbra, o jogador mais velho do plantel do ACD O Sótão, foi peça fundamental na conquista do campeonato nacional. A sua chegada ao clube, em 2023, marcou, então, o início de um percurso que visava o topo do futebol de praia português. O projeto ambicioso do clube, focado em ganhar títulos e formar jogadores, cativou o experiente atleta, que trouxe consigo a bagagem de outros clubes e da Seleção Nacional. ACD O Sótão foi campeão nacional pela primeira vez: “O sentimento foi de dever cumprido.”
Esta vitória não foi uma surpresa para quem acompanhou de perto o trabalho sério e organizado da equipa. Até porque esta já vinha de dois vice-campeonatos nacionais e duas presenças no pódio da Eurowinners Cup (equivalente à Liga dos Campeões do futebol). “Desde o primeiro dia da época, sentimos que poderia ser uma época de sucesso. E assim foi, apesar de ainda não ter terminado”, afirmou Rui Coimbra.
Questionado sobre algum jogo em particular que se tenha destacado no percurso até ao título, Rui Coimbra sublinha a dificuldade em eleger um único. Dado o equilíbrio verificado na época até agora. No entanto, o fixo destaca a final como o ponto alto: “Se tivesse de destacar algum, seria, talvez, o jogo da final. Fizemos um jogo brilhante, a roçar a perfeição. E conseguimos o título a jogar em casa, diante dos nossos adeptos.”

A preparação para a final, contra o Buarcos, uma equipa que tinha liderado a fase regular de forma isolada, foi encarada com o mesmo profissionalismo e respeito, então, dedicado a todos os adversários. Num desafio de emoções intensas, as mudanças no marcador foram uma constante.

“Foi um jogo onde as emoções oscilaram bastante. Estivemos a perder, depois conseguimos dar a volta e chegámos a dispor de uma diferença de quatro golos. Mas sabíamos que tínhamos de manter-nos super-concentrados, pois no futebol de praia tudo pode mudar em muito pouco tempo”, contou. O resultado foi 6-4, no Estádio do Viveiro – Jordan Santos, na Nazaré, então, a casa de O Sótão.
O sentimento após o apito final foi, então, de “dever cumprido”. Internacional português em mais de 300 ocasiões, o experiente fixo, de 39 anos, revela que a equipa enfrentou alguns percalços durante a época, tendo de se adaptar e reinventar várias vezes. A sensação de que todo o esforço valeu a pena foi, então, “bastante gratificante” para o jogador.
Quanto ao seu futuro em campo, o jogador é, então, bastante claro: “Teremos o Rui até que me sinta útil, possa ajudar e tenha algo a acrescentar em campo.”

Para finalizar, Rui Coimbra fez questão de deixar uma palavra de agradecimento a todos os envolvidos no clube. Elogiando o trabalho “fantástico” das pessoas do clube, “desde a formação até à equipa principal”, o experiente futebolista de praia destaca, então, que “todos os departamentos do clube foram essenciais na conquista do título sem exceção”.
O papel dos adeptos também foi crucial, especialmente na final. “Foram mesmo importantes em grande parte do jogo. Incansáveis no apoio e a empurrar a equipa para frente”, concluiu.
ACD O Sótão foi campeão nacional pela primeira vez: “O sentimento foi de dever cumprido”

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