
Al Hilal e Monterrey escapam entre os underdogs
A participação neste novo Mundial de Clubes da FIFA sempre foi aliciante para todos os participantes. Mas é-o especialmente para 13 clubes que, à partida para esta competição renovada, teriam muito poucas hipóteses de qualificação para os oitavos-de-final. Ainda assim, houve dois underdogs que mostraram a sua força e deixaram para trás outros candidatos teoricamente mais fortes. O Al Hilal, ex-equipa de Jorge Jesus que conta no plantel com João Cancelo e Rúben Neves, e o Monterrey, de Sergio Ramos, Óliver Torres e Jesús Corona, contrariaram o favoritismo de RB Salzburgo e River Plate, respetivamente, e estão na fase decisiva do torneio. Al Hilal e Monterrey escapam entre os underdogs.
À primeira vista, parecem haver três grupos de não-favoritos. E focamo-nos agora nos clubes que poucas ou nenhumas hipóteses teriam na fase de grupos: Auckland City, Los Angeles FC, Pachuca, Wydad Casablanca, Seattle Sounders e Urawa Red Diamonds. Não foi, por isso, por acaso que todos estes seis terminaram em último lugar nos respetivos grupos. Mesmo assim, honra seja feita, principalmente, aos não-profissionais do Auckland City, que arrancaram um empate frente ao Boca Juniors e também ao Los Angeles FC, último clube a assegurar presença no Mundial, e que também teve mérito ao empatar o jogo diante do Flamengo. Pachuca, Wydad Casablanca, Seattle Sounders e Urawa Red Diamonds regressaram, então, a casa sem pontos.
Neste lote, encontram-se equipas como Espérance Tunis, Mamelodi Sundowns, Al Ain ou Ulsan Hyundai. Havia a expetativa de que, mesmo sabendo que seria difícil, saísse daqui alguma das grandes surpresas deste Mundial. E a verdade é que o campeão sul-africano, treinado pelo português Miguel Cardoso, esteve, então, perto de a operar. Empatou sem golos frente ao Fluminense e perdeu pela margem mínima diante do poderoso Borussia Dortmund, depois de entrar na competição a bater o Ulsan Hyundai. Foi por pouco.
O Al Ahly é uma potência africana e tinha acabado de se sagrar tricampeão egícpio. Não sendo um favorito no Grupo A, os africanos eram vistos como uma potencial surpresa, tendo em conta a crise em que mergulhou o FC Porto e a falta de competitividade a este nível que era apontada ao Inter Miami. Mas os comandados de José Riveiro desperdiçaram a vitória sobre a equipa de Messi na estreia – Ustari defendeu um penálti… – e a expetativa de apuramento esfumou-se com a derrota frente ao Palmeiras e o empate com o FC Porto.
No final, escaparam Al Hilal e Monterrey, que mostraram a sua qualidade. O primeiro chegou mesmo a empatar com o Real Madrid e concluiu a fase de grupos sem derrotas. Já o segundo também não perdeu e mostrou a sua consistência com os nulos alcançados diante de Inter Milão e River Plate. Os sauditas vão, agora, ter um teste de fogo contra o Manchester City, enquanto os mexicanos enfrentarão o Borussia Dortmund. Dois duelos escaldantes.

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