
Edinho Júnior - Inglaterra foi o auge mas o título é a ambição
Filho de Edinho, antigo avançado do Vitória SC, Portimonense, Olhanense e grande figura do Vizela no início dos anos 2000, Edinho Júnior nunca escondeu o peso do apelido. Mas sempre o viveu como uma motivação. “Foi mais orgulho do que pressão. Antigamente sentia aquela vontade de fazer sempre mais, mas hoje olho para isso com naturalidade”, confessa, ao Craques. O pai continua a ser presença assídua nas bancadas, exigente como sempre: “Faço dois golos e ele diz que tinha de fazer três. É típico de pai.”. Com sete golos em 12 jogos na 1ª Fase da I Divisão da AF Algarve, Edinho Jr. afirma-se, então, como o melhor marcador do Quarteirense, ajudando o clube a manter viva a ambição da subida. Edinho Júnior – Inglaterra foi o auge mas o título é a ambição.

Aos 31 anos, o avançado apresenta números que o colocam no topo da lista de marcadores da equipa. E reforçam, então, a sua importância num conjunto que segue no segundo lugar da 1ª divisão da AF Algarve. “O objetivo do Quarteirense é sempre a subida. A equipa é bastante boa e conseguiu manter quase todo o grupo da época passada. Eu vim para cá também para ajudar nisso”, explica o avançado.
Reconhecendo, ao mesmo tempo, que, apesar de alguns tropeços recentes, o grupo mantém-se focado. No balneário, a palavra de ordem é simples: pensar jogo a jogo. “No final fazemos as contas. Aqui, todas as equipas querem ganhar ao Quarteirense. Sentimos isso semana após semana”, admite.

Formado no Olhanense, Edinho Jr. viveu cedo uma experiência marcante ao sair para o Blackburn Rovers, em 2012. Uma mudança que recorda como “um sonho tornado realidade”, ainda mais por ter contado com o apoio de Nuno Gomes numa fase em que tudo era novo, dentro e fora do campo. “Nem falava inglês. Quando cheguei, parecia tudo irreal. Depois vieram as seleções, com jogadores que hoje estão na ribalta”, recorda.
A carreira levou-o depois por caminhos menos convencionais, como o futebol indiano. Onde diz ter vivido, então, uma das experiências mais marcantes da vida. “Era tratado como um ídolo. Estádios cheios, uma cultura completamente diferente. Fui por seis jogos e acabei por adorar”, conta.
As passagens por Inglaterra, Alemanha, Roménia e Estados Unidos ajudaram-no a crescer. Embora admita que nada superou o impacto do futebol inglês: “Foi aí que senti mesmo o que é ser jogador.”

O regresso definitivo a Portugal, em 2018, aconteceu de forma natural. A vida pessoal, o casamento e o nascimento da filha ajudaram a redefinir prioridades. Hoje, Edinho Jr. garante não sentir que ficou algo por cumprir, mantendo um objetivo claro: “Ser campeão aqui na distrital.” Com o futuro em aberto, o avançado já olha, também, para lá das quatro linhas.
Tem o curso de treinador de nível 1 e admite que o futebol continuará a fazer parte da sua vida. Para já, o foco está claro: continuar a marcar, ajudar o Quarteirense e tentar transformar uma boa época num final ainda melhor.

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