
Estudo da Opta destaca portugueses da Premier League
A Premier League é conhecida por ser a liga de futebol mais exigente do mundo a todos os níveis. Velocidade, resistência e competitividade são termos normalmente associados ao campeonato inglês de futebol e, muitas vezes, há futebolistas que são craques noutras ligas, mesmo entre as mais fortes, mas que depois não se conseguem adaptar às características próprias da Premier. Mas um recente estudo da Opta destaca futebolistas portugueses em determinadas categorias.
Entre os vários nomes mencionados no estudo efetuado pela empresa que fornece dados estatísticos desportivos, há, então, especial destaque para dois internacionais portugueses que jogam no Manchester City: Matheus Nunes e Bernardo Silva. O primeiro é mesmo o segundo jogador mais rápido da Premier League: o ex-Sporting atingiu, esta época uma velocidade máxima de 36,7 km/h, registo apenas superado pelos 37,1 km/h de Micky van de Ven, central neerlandês do Tottenham.
Bernardo Silva foi o jogador mais lento da competição, com uma velocidade máxima de 29,4 km/h. No entanto, destacou-se noutra vertente: a distância percorrida por jogo. Entre os jogadores com pelo menos 1.500 minutos na competição, ocupa o 4º lugar. Em média, percorre 11,9 km por cada 90 minutos. Fica atrás apenas de Sandro Tonali (Newcastle), Tomás Soucek (West Ham) e Dejan Kulusevski (Tottenham).
Refira-se que, entre os futebolistas mais lentos da Premier League, logo atrás de Bernardo Silva surge Craig Dawson, central do Wolverhampton de Vítor Pereira, (29,6 km/h) e, em 4º lugar, encontra-se um nome muito conhecido pelos adeptos portugueses. O médio brasileiro Casemiro, ex-FC Porto, que hoje veste a camisola do Manchester United, de Ruben Amorim, com uma velocidade máxima de 30,2 km/h.

Outro português que sobressai pela positiva neste estudo é Bruno Fernandes. O médio e capitão do Manchester United é atualmente o 4.º jogador com maior distância total percorrida na competição. Soma um total de 131,5 kms ao longo da temporada. É superado apenas pelos médios Youri Tielemans (139,3 kms), Bruno Guimarães (139,9 kms) e Tomás Soucek (140,8 kms). O atual médio-defensivo do West Ham contabiliza mais de 140 quilómetros nas pernas esta temporada.
No que diz respeito, então, à percentagem de tempo despendida em sprint, um nome bem conhecido dos adeptos portugueses também figura em destaque. Trata-se de Darwin Núñez, avançado uruguaio do Liverpool, que atuou no Benfica. Segundo o estudo da Opta, Darwin é o 3.º jogador de campo, entre aqueles com pelo menos 200 minutos jogados, com maior percentagem de tempo passado em sprint: 1,07%.

O avançado do Liverpool é apenas batido pelos extremos Anthony Gordon (Newcastle) e Anthony Elanga. O atleta do Nottingham Forest, de Nuno Espírito Santo, somou uns incríveis 1,17%.
Ainda no mesmo estudo, surge também o nome de um outro avançado que os benfiquistas bem conhecem: o mexicano, Raúl Jiménez. O atual avançado do Fulham, de Marco Silva, junta-se a Noni Madueke e Callum Hudson-Odoi como um dos atacantes que mais alternam entre um ritmo de caminhada e sprints de alta velocidade.
Este estudo da Opta reforça, então, a importância da componente física no futebol moderno. Ele evidencia a diversidade de características entre os jogadores que atuam na primeira liga inglesa.

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