
João Correia – o craque dos livres diretos não quer desfilar na passerelle
O dia 24 de maio de 2025 vai ficar, para sempre, marcado na memória do Carregal do Sal. Mas, principalmente, na do jovem defesa-esquerdo João Correia. Que todos no clube tratam por Gui, por ser João Guilherme. Na final da Taça AF Viseu, diante do Oliveira de Frades, o Carregal do Sal beneficiou de um livre os colegas incentivaram Gui para fazer, de livre direto, o golo da vitória. E foi a loucura. “Tinha os meus pais, namorada e amigos na bancada. Foi incrível”, disse quem já tinha marcado, também, nas meias-finais diante do Lamelas. João Correia – o craque dos livres diretos não quer desfilar na passerelle.
Esta foi, então, uma época extenuante, mas saborosa. E os companheiros de equipa tiveram influência na performance de Gui. “Temos elementos muito experientes no plantel como o Hélder Rodrigues ou o Zé Manel. Sou quase um filho para eles. Sempre me apoiaram e dizem-me que, se estou aqui é porque mereço. Alertam-me para manter o foco e não querer desfilar na passerelle”, conta ao Craques.

Já sobre o golo na final, Gui explica como é que nasceu a oportunidade de bater o livre. “Boa pergunta! Até porque há vários elementos experientes. Mas veio do jogo anterior, nas meias-finais, em que bati dois livres contra o Lamelas. Um foi grande defesa do guarda-redes e no outro, a bola passou junto ao ângulo. Quando surgiu o livre na final, o Pedro Santos disse logo para eu bater. E o Hélder, que estava a ser assistido, só me disse: ‘Acerta na baliza e remata com confiança.’ E assim foi, saiu-me bem”, atira.
Gui é filho de João Paulo Correia, antigo treinador nos distritais e preparador físico do Académico de Viseu. Questionado sobre até onde pensar chegar na carreira, o defesa-esquerdo deu-nos uma novidade. “Tendo em conta os exemplos que tenho em alguns familiares, a fasquia é elevada. Isto porque, além do meu pai, há o João Félix, afilhado do meu pai. Mas ele chegou muito cedo ao Benfica… pensar em chegar às ligas profissionais já é bom. Será difícil chegar ao nível de João Félix. Mas logo vemos”, explica, então, o talento do Carregal do Sal.
Para isso, Gui conta aprender ainda muito com os companheiros e Paulo Listra, treinador da equipa a quem faz, então, rasgados elogios: “Tem sido muito importante para mim, a fazer-me ver onde posso evoluir e o que devo corrigir. O mister é amigo do amigo, é um líder do balneário. Mesmo boa pessoa.”
Desafiámos Gui a contar, então, alguma história engraçada que viveu ao longo da época e o defesa não hesitou. Um episódio que também espelha com clareza o bom ambiente que sempre se viveu no balneário do Carregal do Sal. “O Hélder Rodrigues costuma fazer brincadeiras de grupo e tem o hábito de atar as chuteiras de alguém. Ele atou os atacadores das chuteiras do Pedro Santos enquanto ele estava a tomar banho. Eu vi e fui, na minha inocência, fazer a mesma coisa às chuteiras do Hélder. Mas fui apanhado em flagrante e foram contar ao Hélder…”

Resultado? “Sofri as consequências. No final do treino, amarraram-me as calças e obrigaram-me a andar assim…”
Isto só prova “o grande ambiente que sempre reinou entre o grupo”. Sobre as metas para 2025/26, Gui mostra… lucidez. “O clube tinha subido e mantivemo-nos na Divisão de Honra. Pelo que, para o ano, temos de manter-nos novamente, passar a primeira eliminatória da Taça de Portugal [têm acesso por terem ganho a Taça AF Viseu] e tentar repetir a presença na final da Taça AF Viseu. Já seria top!”

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