
José Carlos: “Tenho duas Taças de Portugal, mas nunca joguei uma final”
José Carlos chegou muito novo ao Benfica e por lá ficou seis temporadas. Pelas águias conquistou tudo em Portugal e podia tê-lo feito na Europa, já que, em 1989/90, chegou à final da Liga dos Campeões, mas perdeu frente ao AC Milan. Nesse período de seis épocas, ainda venceu uma Liga Portuguesa, uma Supertaça e duas Taças de Portugal. Mas revela o que lhe faltou fazer. “Tenho muita pena de não ter sentido na pele o relvado e o ambiente do Jamor”, refere. José Carlos jogou no Atlético e Benfica: “Tenho duas Taças de Portugal, mas nunca joguei uma final.”
O Craques falou com José Carlos, não só por causa do Atlético-Benfica para a Taça de Portugal. Foi também devido ao facto de o clube de Alcântara ter, logo a seguir, outro dérbi lisboeta. Recebe o Belenenses na Série B da Liga 3. Com uma carreira de alto nível, José Carlos partilhou, então, o balneário com nomes sonantes do futebol português como Paulo Futre, Rui Costa ou João Vieira Pinto. Além disso, passou por vários clubes históricos em Portugal, como o Atlético e o Benfica, mas também o Belenenses, o Estrela da Amadora e o Vitória SC.

Contudo, desabafou ao Craques sobre a sua carreira. “Sinto que podia ter ficado mais uns anos no Benfica”, reconhece. Apesar disso, diz: “Fui campeão de juniores, fiz parte da formação do Benfica. Sagrei-me campeão nacional e joguei uma final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Mas o meu maior sonho, que era ser jogador de futebol e jogar no clube do meu coração, foi realizado”, revela José Carlos.
Além de não ter jogado as duas finais da Taça de Portugal que o Benfica acabou por vencer, José Carlos lembra-se de ter cumprido apenas um jogo na prova ganha em 1986/1987. “Recordo-me do jogo para a Taça, no Cartaxo. Um pelado sem bancadas e aquilo cheio com muitas pessoas a assistir (…) empatámos 0-0, mas joguei o jogo todo”, atira.

Na última temporada em que esteve no Benfica, em 1992/1993, também não presenciou a final. Mas lembra-se da exibição de gala de Paulo Futre. “Na outra já foi com o Toni, aquela do Futre, mas acabei por não ser convocado. Fui a alguns jogos, mas falhei a final”, disse o antigo jogador. Nessa final, o Benfica goleou o Boavista por 5-2, com dois golos e uma assistência de Paulo Futre.
Contudo, relembra a Taça com grande misticidade, e os jogos na Tapadinha. “Eu acho que a Taça tinha outro élan. Os clubes que jogam em casa tinham essa vantagem de poder criar essas dificuldades a quem vem de fora”, explica. Mas o antigo lateral revelou ao Craques o porquê de o jogo não poder ser disputado na casa alcantarense. “O Atlético tem um problema estrutural. Penso que a bancada central está em vias de ruir, aquilo está em obras”, concluiu.
A última vez que Benfica e Atlético se defrontaram foi, então, em 1982/1983. Nessa época, José Carlos era juvenil na formação do Benfica. Apesar disso, recorda os duelos com a segunda equipa do Benfica uns anos mais tarde, quando já representava o Atlético. “O Benfica tinha uma equipa B que competia na nossa divisão. Lembro-me de ir ao Estádio da Luz e fazer um golo. Em casa, ganhámos 3-2 e depois, na Luz, perdemos pelo mesmo resultado”, explica.
Anteriormente, ainda jogou no Belenenses, curiosamente, o próximo adversário do Atlético na Liga 3. E relembra esses momentos. “No Belenenses só estive uma época. Mas foi muito particular porque vinha de uma lesão. No primeiro jogo que faço, frente ao Alverca, ganhamos 4-2 e eu fiz dois golos. Portanto esse é um jogo que guardo na memória” concluiu.
A prova rainha está de volta, esta sexta-feira, dia 21 de novembro. O Atlético CP recebe o Benfica no estádio do Restelo. E José Carlos, hoje diretor do Campus do Jogador do Sindicato de Jogadores, vai estar presente. Desta vez, como comentador do jogo, na SportTV.

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