
Kairat de Jorginho e Mata vai "atrás do sonho" na Champions
O Almaty Central Stadium, com capacidade para 23.804 lugares, será hoje um palco demasiado pequeno para a quantidade de adeptos do Kairat Almaty que quererão ver o seu clube fazer história. A caminhada do campeão do Cazaquistão nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões tem sido inacreditável. Aos pés da equipa de Rafael Urazbakhtin, caíram, o Olimpija Ljubljana (1ª pré-eliminatória), então treinado por Jorge Simão, o KuPS (2ª pré-eliminatória) e ainda o Slovan Bratislava (3ª pré-eliminatória). A deslocação ao Celtic Park correu bem (0-0), pelo que o sonho está, então, a 90 minutos de distância. Kairat de Jorginho e Mata vai “atrás do sonho” na Champions.
Para o extremo/avançado português Jorginho, todas as eliminatórias tiveram um momento-chave. “Frente ao Olimpija, o início de jogo lá foi muito difícil. Mas conseguimos reagir bem e, mesmo sabendo que a história deles é incomparavelmente maior do que o Kairat, percebemos que podíamos discutir o jogo. Frente ao KuPS, o segredo foi a nossa entrada a matar em casa. Virámos a derrota por 2-0 em casa deles porque, à meia hora em nossa casa, já a tínhamos igualado. Já contra o Slovan, equipa contra quem não fomos inferiores, o momento decisivo esteve nos penáltis”, explicou Jorginho, num exclusivo ao Craques.
Não se pense que o Kairat chegou até esta fase apenas por obra do acaso. “A nossa qualidade também vem ao de cima. Temos jogadores com muita qualidade pois, sem ela, seria impossível termos chegado até aqui. Temos sido muito consistentes defensivamente. E a prova disso é que só temos 4 golos sofridos em 7 jogos de pré-eliminatórias. E todos eles fora de casa”, lembra.

O que poderá ser um bom sinal, pois o jogo hoje é em casa. Onde o Kairat Almaty ainda não sofreu golos. “Em todos os jogos que fizemos em casa, temos tido entradas avassaladoras que acabam por atordoar o adversário. Os primeiros 15, 20 minutos é com o pé no acelerador. Sabemos que o Celtic é uma equipa bem mais experimentada do que as anteriores mas nós também temos de mostrar que queremos. Não podemos entrar e ficar à espera do que o jogo der. Dessa forma, não correrá bem”, avisa o avançado português, de 27 anos, que trocou os luxemburgueses do Differdange para rumar ao Kairat.
Os elogios ao Celtic não se ficam por aqui. “É uma equipa com uma intensidade tremenda. Tem apoios frontais muito fortes e eu gosto disso. E depois não perdem tempo a trocar a bola, são rápidos e objetivos. Mas atenção que, embora tenha sido dominador na 1ª mão, não criou grandes oportunidades de perigo. Para quem viu o jogo, o empate a zero não foi surpresa”, adverte.

Jorginho considera, então, que o treinador Rafael Urazbakhtin não alterou o discurso para esta ‘final’ frente ao Celtic de Jota. “Não o fez até porque, até aqui, temos sempre defrontado equipas teoricamente superiores a nós. Pelo que agora a situação é a mesma, embora saibamos que o Celtic é de outro nível. Mas vamos atrás do sonho”, disse, concluindo depois, sem querer avançar com um resultado: “Não arrisco nada, para mim, ‘meio a zero’ chega para passar. Se o Luís Mata partilha da minha ideia? Se não partilhar, peço ao treinador para não o meter a jogar (risos)… Ele está aqui ao meu lado e também só pede ‘meio a zero’…”

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