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Leandro Pimenta: “Se for campeão pelo Imortal este ano, acabo a carreira”

Leandro Pimenta: “Se for campeão pelo Imortal este ano, acabo a carreira”

Leandro Pimenta: “Se for campeão pelo Imortal este ano, acabo a carreira”

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Antiga promessa dos escalões de formação do Benfica voltou, em definitivo, à sua casa, em Albufeira e é figura do líder da 1ª Divisão da AF Algarve. Aos 35 anos, o médio dá uma ajuda na mercearia da mãe e treina uma equipa do Benfica em Faro. O objetivo é, então, despedir-se “em beleza”, mas falou ao Craques sobre todas as suas aventuras numa carreira que podia ter tido outra sorte.

Aos 35 anos, Leandro Pimenta voltou ao “seu” Imortal de Albufeira e a época corre-lhe de feição. Habitual titular, o médio tem contribuído para a época positiva – a equipa lidera, então, a 1ª Divisão da AF Algarve – e a subida ao Campeonato de Portugal é um objetivo assumido sem reservas. Ao mesmo tempo, a antiga promessa do Benfica, que chegou a partilhar balneário com nomes consagrados como Pablo Aimar, Luisão ou Nuno Gomes, é treinador e ajuda a mãe na gestão de uma mercearia. Ao Craques.pt, aceitou recordar uma carreira que, com outra sorte, podia ter tido outro brilhantismo. Mas deixa uma promessa. Leandro Pimenta: “Se for campeão pelo Imortal este ano, acabo a carreira.”

Sem favores de ninguém

Leandro Pimenta deu os primeiros passos no futebol no Imortal de Albufeira, mas rumou a Lisboa aos 15 anos. “Tive de crescer mais depressa do que muitos dos meus amigos. A passagem pelo Benfica foi muito gratificante, ainda cheguei a fazer a digressão do final da época 2009/10 e a pré-época de 2010/11. Com Aimar, Saviola, Cardozo, Luisão, Nuno Gomes. Muito poucos conseguiram chegar ali e por ter dado sempre o meu máximo, cheguei lá sem favores de ninguém”, conta.

Leandro Pimenta (3º da direita) fez a digressão de fim de época em 2009/10 com o Benfica campeão

Jorge Jesus acabou por não apostar num médio em que… Rui Costa acreditava. Até porque o atual técnico do Al Nassr nunca foi de apostar na formação. “Se, na altura, o treinador fosse o Bruno Lage ou o Nélson Veríssimo, a minha história poderia ter sido outra. Nessa altura, com plantéis como o Benfica tinha, com Aimar, Saviola ou Javi García, era muito difícil ser aposta”, explica.

Oportunidades no Benfica acabaram por ser poucas

Beira-Mar e Fafe deixaram marca

Leandro foi, então, cedido ao Beira-Mar, onde se sagrou campeão da 2ª Liga. “Marcou-me porque foi o meu primeiro ano profissional sénior e conseguimos logo ser campeões”, explica. Seguiram-se, depois, mais dois empréstimos até se desligar do Benfica e representar outros clubes. Até que assinou pelo Fafe.

Médio foi campeão da 2ª Liga em Aveiro

“No Fafe, voltei a sentir-me jogador de futebol outra vez. Jogávamos no Campeonato de Portugal, mas nem parecia porque jogar em casa ou fora, era igual. Fazíamos muitos quilómetros para ir jogar fora e tínhamos lá sempre três ou quatro autocarros de adeptos para nos apoiarem. Isso motiva qualquer um”, explica. Por essa razão, ficou a gostar especialmente do clube que há poucos dias eliminou o Sp. Braga da Taça de Portugal e garantiu presença nas meias-finais.

No Fafe, Leandro voltou “a sentir-se jogador”

Se ultrapassar o Torreense e for à final, o Fafe vai contar com um adepto muito especial. “Falei com o diretor de comunicação que é meu amigo, o João Peixoto, e, na brincadeira, já combinámos que nos encontramos no Jamor. Se o Fafe for à final da Taça, lá estarei a apoiar”, atira.

Pandemia motivou regresso ao Algarve

Quando estalou o Covid-19 em Portugal, Leandro Pimenta era, então, jogador do Sporting da Covilhã. Tinha estado lesionado mas, entretanto, já regressara à competição. Mas optou por voltar a casa. “Nessa altura, vim para o Algarve para ajudar a minha família. O meu avô também tinha falecido uns meses antes e era necessário dar aqui um apoio em casa”, lembra.

Recuperou da lesão e tinha tudo certo para assinar pelo Anadia, mas para integrar o plantel tinha de sair outro jogador. O que não veio a acontecer. E Leandro ficou um ano e meio parado. Solução? “Fui tirar o curso de treinador, era a melhor altura porque tinha tempo”, conta. Foi, então, que recebeu o primeiro convite do Imortal e regressou. Mas um ano depois assinou pelo Ferreiras. “Comecei também a treinar infantis do Benfica no Centro de Formação e Treino dos encarnados em Faro. Gosto muito do treino”, assume.

Hoje é treinador dos infantis do Benfica no Centro de Formação e Treino dos encarnados no Algarve

Após três épocas no Ferreiras, Leandro regressou a casa. Para ficar. “Se for campeão este ano, acabo a carreira”, avisa. O que seria um desfecho poético de uma carreira que muito prometeu. “Poder acabar no clube onde comecei e com a medalha de campeão, não é para todos.” Pois não. Seria um prémio merecido.

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