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“Marco Silva está preparado para um clube de topo”

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“Marco Silva está preparado para um clube de topo”

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Aos 30 anos, o avançado Carlos Vinícius está de volta ao futebol brasileiro, pela porta do Grêmio, depois de uma carreira ímpar na Europa, onde passou por grandes clubes, orientado pelos melhores treinadores, jogando com alguns dos melhores futebolistas do mundo. É este o ponto de partida para a primeira conversa de 2026 do Final Cut, podcast da Sports Tailors. A passagem pela Premier League marcou profundamente o seu percurso e Vinícius não deixou dúvidas sobre a dimensão dos treinadores e protagonistas com quem se cruzou. Abordando o impacto de Marco Silva (novamente apontado a um grande de Inglaterra, desta feita para suceder a Rúben Amorim no Manchester United), que considera plenamente preparado para dar o salto para um clube de topo — “um treinador que controla a 100 por cento a Premier League”, lembrando até o respeito manifestado publicamente por Pep Guardiola. Relembra as histórias intensas vividas dentro de campo com Pepe, central que descreve como agressivo e marcante, mas dono de uma carreira histórica. Pelo meio, sobra espaço para a gratidão a Filipe Martins, o primeiro treinador na Europa, numa nota mais leve e bem-humorada, revelando a promessa ainda por cumprir de um McDonald’s que o treinador lhe ficou a dever. Um testemunho marcado por ambição, gratidão e respeito por quem o moldou — dentro e fora do campo —, onde também há espaço para José Mourinho, técnico que encara como símbolo e um dos melhores da história do futebol.

Link para o teaser: https://youtu.be/0dv1_Qyp8L8

E aqui o link para o episódio completo, em estreia hoje às 21h30 no YouTube Sports Tailors, no Spotify e na Apple Podcasts.

Carlos Vinícius não hesita quando fala de treinadores de referência. Trabalhou com alguns dos melhores do mundo como Carlo Ancellotti (Nápoles), Leonardo Jardim (Monaco), José Mourinho (Tottenham), Roger Schmidt (PSV) ou Bruno Lage e Jorge Jesus (Benfica). No Final Cut, podcast da Sports Tailors, o avançado brasileiro, atualmente ao serviço do Grêmio, traça um retrato muito claro de Marco Silva, técnico com quem trabalhou no Fulham durante quase três épocas e a quem aponta um futuro inevitável num clube de topo.

“É um grande treinador, que sabe muito, ainda mais quando se fala de Premier League. Arrisco dizer que controla a 100 por cento a Premier League”, sustentando a ideia com o respeito demonstrado pelos próprios adversários. “O próprio Pep Guardiola já disse em entrevistas o quão difícil é jogar contra o Marco Silva. Mais cedo ou mais tarde vai dar um salto, até dentro da Premier League, para um grande clube da parte de cima da tabela.”

José Mourinho é “um dos melhores da história”

A entrevista abriu espaço para uma reflexão mais ampla sobre a elite dos treinadores com quem se cruzou, e é nesse contexto que surge José Mourinho, figura incontornável no percurso do brasileiro e alguém que Vinícius descreve como “um amigo” que ganhou para a vida. A passagem pelo Tottenham deixou marcas profundas, mesmo num contexto de forte concorrência. “O mister Mourinho pedia-me desculpa por não me dar mais oportunidades, mas tínhamos o melhor avançado de todos, o Harry Kane”, revelou, sublinhando a dimensão humana do técnico português. Para Carlos Vinícius, não há dúvidas quanto ao estatuto do treinador: “O Mourinho, para mim, é um dos melhores de sempre da história do futebol.” O avançado confessou ainda ter ficado particularmente satisfeito com a recente ida do técnico para o Benfica, clube onde também deixou a sua marca.

A conversa percorreu episódios marcantes da passagem pela Europa, alguns contados com humor, outros com o peso da exigência competitiva. Uma das histórias mais curiosas envolve Pepe, antigo capitão da seleção portuguesa e do FC Porto. “Tivemos alguns embates engraçados. Depois do Covid, toda a gente queria ir de férias para o Algarve e o Quaresma mandou dizer que o Pepe me queria ‘pegar’ lá”, contou entre risos, sem deixar de reconhecer o legado do central: “Era agressivo, como eu dentro de campo, mas teve uma carreira enorme e uma grande história no futebol.”

Filipe Martins ainda lhe deve um [hamburguer] McDonald’s

Um percurso que espelha a própria evolução do avançado, desde o interior do Maranhão até aos maiores palcos do futebol europeu. “Nasci no interior do Maranhão, cheguei à Champions e à Premier League, mas isso nunca mudou os meus princípios.” O trajeto europeu de Carlos Vinícius está profundamente ligado à escola portuguesa, que o avançado diz admirar de forma inequívoca. “A maior parte da minha carreira foi com treinadores portugueses, seja em termos técnicos ou de gestão. Há uma escola muito forte, não só de treinadores, mas também de dirigentes.”

Nesse caminho surge Filipe Martins, o primeiro treinador que teve na Europa, a quem deixa uma nota de gratidão… e uma cobrança pública. “Estou-lhe muito grato até hoje. Ele colocou-me a bater livres e dizia que nos tempos de jogador era ele que batia. Não acredito nisso e ele ainda me deve um McDonald’s”, brincou. Também Luís Castro, que agora vai encontrar no Grêmio, é destacado como “um treinador com nome na Europa e com sucesso por onde passa”.

“Jogar com o Pizzi era a coisa mais fácil do mundo”

O capítulo Benfica ocupa um lugar especial no discurso do avançado, com elogios e interrogações que permanecem sem resposta. “Cheguei como terceiro avançado e sabia que nos cinco minutos que tivesse tinha de dar tudo.” A ligação com colegas foi determinante: “Jogar com o Pizzi era a coisa mais fácil do mundo, bastava posicionar-me na área.” Ainda assim, admite que há feridas abertas: “Se há uma pergunta para a qual não tenho resposta é por que não fomos campeões em 2019/20.”

Entre Inglaterra, Portugal e agora o regresso ao Brasil, Carlos Vinícius fala, então, de um reencontro com a sua identidade. “Voltei ao Brasil e, agora sim, a minha família tem a certeza de que me tornei um atleta profissional.” Mesmo reconhecendo que não era muito conhecido no Brasil, acredita que o passado recente pesa – “vir da Premier League cria expectativas” e, por isso, no horizonte mantém-se um sonho antigo: “A seleção brasileira continua a ser um objetivo e espero tornar isso realidade.”

Uma conversa marcante e bem-disposta para abrir 2026 no Final Cut, podcast que conta com o apoio do Craques.pt. Este episódio pode ser visto nas plataformas habituais, a partir das 21h30, desta segunda-feira, dia 5 de janeiro.

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