
O caminho de Pedro Costa como preparador físico na distrital
Depois de uma época passada marcante no Grupo Instrução Musical Desportiva Abóboda (GIMDA), Pedro Costa chegou ao Carcavelos atraído pela competitividade e pelo crescimento do clube. Apesar de um início de temporada difícil e de uma mudança no comando técnico, mantém um papel ativo na equipa, que vai para além da preparação física. Envolve, também, a análise e o treino. O foco passa agora por consolidar a evolução física do grupo e contribuir para uma segunda metade da época mais estável. “Aprendi muito e ganhei ainda mais o bichinho do futebol”, reconhece, em entrevista ao Craques. O caminho de Pedro Costa como preparador físico na distrital.
A licenciatura em Exercício e Bem-Estar, na Universidade Lusófona, revelou-se determinante para a forma como Pedro Costa encara hoje a preparação física.

O curso permitiu-lhe, então, aprofundar o conhecimento sobre o corpo humano e o comportamento do atleta em contexto competitivo. “O curso universitário abriu-me muito os horizontes no entendimento das componentes físicas e psicológicas do atleta”, explica.
Esse conhecimento foi, rapidamente, transportado para o terreno, na primeira experiência em contexto competitivo. Mais precisamente na equipa de juniores do GIMDA. “Foi uma época muito exigente, com altos e baixos”, recorda.
A passagem pelo Central 32 ficou, então, marcada pela luta da manutenção na 2ª Divisão da AF Lisboa e por um play-off memorável frente ao GD Vialonga.
Depois de uma derrota por 3-0 na primeira mão, a equipa conseguiu dar a volta com um triunfo por 4-0. “A atitude dos nossos atletas foi irrepreensível”, afirma Pedro Costa, acrescentando ainda 2024/25 foi uma temporada marcante. “Uma época que jamais esquecerei”, avisa.

A mudança para o GS Carcavelos surgiu, então, como um passo natural num percurso em crescimento. “A mudança de contexto era muito apetecível”, explica, destacando a competitividade de uma divisão superior e o crescimento do clube nos escalões de formação.
O início da época trouxe dificuldades e uma mudança no comando técnico, mas Pedro Costa manteve-se na estrutura. “Foi uma decisão com impacto”, confessa, referindo-se à saída do anterior treinador, numa fase delicada da temporada.

Com a mudança no comando técnico, o papel de Pedro Costa na equipa ganhou novas dimensões. Mantendo a preparação física como base, passou também a ter uma intervenção mais ativa no treino e na análise. “Tenho uma paixão pela preparação física, mas gosto de ser incluído na preparação e execução dos treinos e jogos”, acrescenta.
Para o resto da temporada, o objetivo passa, então, por estabilizar a equipa e melhorar o rendimento competitivo. Mais do que metas numéricas, Pedro Costa valoriza a união do grupo. “Queremos que a equipa se mantenha unida e com o foco certo”, afirma. Já a nível pessoal, evita projeções a longo prazo e prefere viver o presente. “De momento tenho a cabeça neste projeto”, conclui, deixando o futuro em aberto: “O futuro dirá.”

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