
Com base numa formação tática de 4-4-2, apresentamos o onze mais velho do futebol do Norte, uma equipa cuja média de idades desafia a lógica do desporto moderno e celebra a longevidade. Esta é a segunda de quatro partes desta investigação, sendo que a primeira foi sobre as regiões autónomas.
Na baliza, a responsabilidade recai sobre Silvério Carvalho, do Requeixo. Aos 51 anos, Silvério não é apenas o guarda-redes, mas um dos atletas mais velhos de toda esta equipa, com a calma e o posicionamento que só a maturidade pode oferecer.

A linha defensiva é composta por quatro nomes que garantem a solidez. No centro, a dupla de centrais é liderada por Freitas (53 anos), da Escola Futebol 115, o decano desta seleção, e filho do ex-jogador do FC Porto e Belenenses, também, Freitas. A sua presença impõe respeito e a sua leitura de jogo é o pilar da defesa. Ao seu lado, Nuno Peixoto (46 anos), do Santa Marta, forma um par coeso, onde a experiência se traduz em antecipação e liderança.
Nos corredores laterais há, à direita, Rui Ferreira (45 anos), do UFC Sousa e, à esquerda, Freitas (46 anos), do Cristelo, mantém o equilíbrio.
A dupla de médios defensivos é composta por António Antunes (47 anos), do Naves, e Nuno Silva (46 anos), do Sequeirô. Estes dois jogadores são os mestres da tática, responsáveis por ditar o ritmo e garantir a transição da bola com precisão cirúrgica.

Nos flancos, a criatividade e a verticalidade são entregues a Beto (45 anos), do Vilamaiorense, na ala direita, e a Paulito (49 anos), do Vale de Madeiros, na esquerda. Paulito, em particular, com a sua idade avançada para um jogador de ala, é, assim, um exemplo de vitalidade e persistência, pronto para desequilibrar com a sua experiência.
No ataque, a dupla de avançados combina a astúcia e o instinto de golo apurado ao longo de anos de carreira.

Jorge Monteiro (46 anos), do Vilamaiorense, é um ponta-de-lança que sabe como se posicionar e finalizar, um verdadeiro matador que otimiza cada oportunidade. A seu lado, Bruno Silva (45 anos), do Prado, complementa o ataque com a sua capacidade de criar espaços e a frieza na cara do golo. Juntos, formam, assim, uma dupla que prova que o instinto de golo não se perde com o tempo.
Para a baliza, a segurança é assegurada por João Vieira (51 anos, Aguinense), Nabiça (48 anos, Turiz), Nelson Sousa (48 anos, ADCR Eja) e Careca (48 anos, Lamego).
Na defesa, as opções sólidas incluem Petit (44 anos, Rendufe), Bruno Dias (44 anos, Lage 2022), Guedo (45 anos, Boelhe) e Brokas (44 anos, Boassas).

No meio-campo, Juka (45 anos, Santiais) está pronto para injetar nova energia e controlo e, por fim, no ataque, Quim (44 anos, Carvalhosa) é o trunfo para os momentos decisivos.
Estes atletas são, assim, a prova viva de que o futebol distrital é um celeiro de histórias e um refúgio para aqueles que continuam a viver o jogo com a mesma intensidade de um jovem. A sua longevidade é, então, um tributo à paixão que move o desporto nas Associações do Norte.

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