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Pulso de João Mota em novo empate de raça

Pulso de João Mota em novo empate de raça

Pulso de João Mota em novo empate de raça

João EstevesJoão Esteves|

O Al Ittihad SC, orientado — ainda que à distância — pelo técnico português João Mota, voltou a mostrar fibra e carácter na UAE Second Division. Empatou, este sábado, 2-2, diante do Baynounah SC e ocupa, então, o 12º lugar.

Foi o segundo empate consecutivo, mas um daqueles que sabem a resistência e coragem, depois de recuperar duas vezes de desvantagem. Sem o seu treinador no banco — João Mota cumpriu o terceiro dos quatro jogos de castig — o Al Ittihad enfrentou um Baynounah agressivo, intenso e eficaz nas transições. O jogo parecia fugir-lhes por entre os dedos, mas a equipa reagiu como reage quem tem princípios bem enraizados. Por duas vezes em desvantagem, o Al Ittihad recusou aceitar o destino e lutou até ao limite. Pulso de João Mota em novo empate de raça.

Cada golo sofrido foi um murro no estômago; cada golo marcado, uma prova de alma. No final, o empate foi mais do que justo — foi simbólico: um retrato da garra de um grupo que não se rende, mesmo quando o vento insiste em soprar contra.

Um treinador que educa na adversidade

Aos 59 anos, João Mota tem na experiência o seu maior património. E essa sente-se no campo, mesmo quando ele não está. A equipa joga com a sua marca: organizada, mentalmente forte e emocionalmente conectada. O castigo — que o impede de orientar no banco — tem sido um obstáculo, mas também uma prova de que a liderança não se mede pela presença física, mas pela influência e pela convicção que se deixa no grupo.

O cunho de João Mota já começa a sentir-se na equipa

A forma como o Al Ittihad reagiu com o Baynounah foi, em si, um elogio à pedagogia e ao carácter de João Mota: a equipa sabe o que fazer, acredita no que faz e nunca desiste de fazer. Num campeonato exigente e imprevisível como o da UAE Second Division, cada ponto é uma batalha, e cada empate é uma lição. O Al Ittihad, apesar de não ter somado os três pontos, mostrou que tem estofo de equipa grande.

Há um sentimento agridoce, sim — porque quem reage assim quer mais do que empatar. Mas há, acima de tudo, um orgulho visível, que cresce à medida que os jogos passam. Este é um Al Ittihad em construção — uma equipa que ainda procura estabilidade, mas que já demonstra maturidade emocional e identidade tática. A ausência do treinador no banco é temporária; o espírito que ele deixou, esse é permanente. O empate por 2-2 frente ao Baynounah é uma prova de que as vitórias morais também contam — porque nelas se forjam as verdadeiras equipas, as que crescem na dor e amadurecem no desafio.

Último jogo de castigo aproxima-se

João Mota cumprirá na próxima jornada o último dos quatro jogos de suspensão. E o regresso ao banco promete ser um momento de catarse e recomeço, tanto para o treinador como para a equipa. A energia, a voz e o olhar do técnico português farão certamente falta até lá — mas o legado está à vista: um Al Ittihad que não quebra, que acredita e que resiste.

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