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“Antes de ir pensei: ‘Eu vou para o Benfica fazer o quê?’”

“Antes de ir pensei: ‘Eu vou para o Benfica fazer o quê?’”

“Antes de ir pensei: ‘Eu vou para o Benfica fazer o quê?’”

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André Horta é o convidado do Final Cut numa conversa marcada pelas decisões que definiram a sua carreira e pelas figuras que mais o influenciaram. Do dilema vivido antes do regresso à Luz — “Antes de ir pensei: ‘Eu vou para o Benfica fazer o quê?’” — à importância das relações humanas no futebol, recorda que “a primeira mensagem que recebi quando saí para o Olympiacos foi do Ruben Amorim”. Uma entrevista onde sublinha ainda a admiração por Tiago Pinto, assumindo sem reservas: “O Tiago Pinto é uma referência para mim”.

Link para o teaser: https://youtu.be/_Kg8QqjFdjo

E aqui o link para o episódio completo, em estreia hoje às 21h30 no YouTube Sports Tailors, no Spotify e na Apple Podcasts.

André Horta, médio do Almería, com passagens por SC Braga, Olympiacos e Benfica, é o convidado da mais recente edição do Final Cut, numa conversa abrangente sobre o seu percurso, as decisões marcantes da carreira e as figuras que mais o influenciaram no futebol. Formado inicialmente no Benfica, clube do qual foi dispensado no segundo ano de juvenis, André Horta prosseguiu o seu percurso no Vitória FC. Clube onde reencontrou o irmão e deu os primeiros passos decisivos no futebol profissional. Foi em Setúbal que se afirmou, tendo sido lançado na equipa principal por Domingos Paciência. Num processo de crescimento sustentado que acabaria por abrir-lhe novamente as portas da Luz.

A mudança para o Benfica, já depois de se destacar no Vitória FC, foi vivida com dúvidas e ambição. “Antes de ir pensei: ‘Eu vou para o Benfica fazer o quê?’”, confessou, recordando o momento em que soube do interesse encarnado. “Eu queria continuar a jogar muitos jogos, como tinha jogado no Vitória. (…) Uma equipa que é tricampeã, onde é que precisa de um miúdo de 19 anos do Vitória de Setúbal?” Ainda assim, sublinhou a exigência que sempre associou ao clube. “Sou muito da opinião que o Benfica tem que ter os melhores”, disse.

“Quim Machado deu-me uma moral impressionante”

O percurso em Setúbal revelou-se absolutamente determinante na sua consolidação como jogador sénior. Depois do lançamento inicial por Domingos Paciência, foi com Quim Machado que André Horta ganhou estatuto e continuidade competitiva. “Quim Machado deu-me uma moral impressionante”, destacou. Sublinhando, então, o impacto do treinador que o afirmou na equipa principal e potenciou o seu crescimento, criando as bases para o regresso ao Benfica.

A passagem pelo Benfica ocupa um espaço central na conversa. Tanto pelo lado desportivo como humano. André Horta recordou, com particular carinho, o balneário da época 2016/17. “Foi o melhor que apanhei”, disse. E destacou, então, a liderança interna: “Sempre que o Luisão falava, era lei e ordem”. Falou também da “confiança transmitida por Rui Vitória” e da influência de treinadores na formação: “Renato Paiva foi dos treinadores que mais me marcou na formação do Benfica.” Sobre os companheiros, deixou elogios claros: “O Jonas fazia coisas incríveis.” E reforçou, então, a ligação pessoal a Pizzi: “É o meu melhor amigo do futebol.” Não escondeu, igualmente, que chegou à Luz com objetivos muito claros: “Tinha três sonhos no futebol: jogar pelo Benfica, marcar pelo Benfica e ser campeão pelo Benfica.”

“Tiago Pinto é uma referência para mim em tudo o que é futebol”

O tema das relações humanas no futebol voltou, então, a surgir quando abordou a saída para a Grécia. “A primeira mensagem que recebi quando saí para o Olympiacos foi do Ruben Amorim”, revelou. Admitindo ter ficado, então, surpreendido e sensibilizado. “Nem estava à espera. (…) Mandou-me os parabéns e a desejar boa sorte.” Sobre a experiência na Grécia, foi perentório: “O Olympiacos foi o clube onde voltei a ser jogador.” E confessou ter criado uma ligação especial: “Senti que podia jogar lá até ao fim da carreira”.

Outro nome incontornável na conversa foi, então, o de Tiago Pinto. “É uma referência para mim em tudo o que é o futebol. A maneira como ele pensa é muito acima da média”, afirmou. E acrescentou uma nota pessoal: “Para mim, a seguir ao Pizzi, é o melhor amigo que o futebol me deu.” A família também esteve presente no discurso, com André Horta a sublinhar a ligação ao irmão: “Não há palavras para descrever o que é jogar com o meu irmão”, explicou. Mas admite que Ricardo Horta “é mais obcecado por futebol”.

“O SC Braga é o clube da minha carreira”

Ao longo da entrevista, houve ainda espaço para refletir sobre diferentes contextos competitivos. Em Espanha, destacou que “todas as equipas da Segunda Liga espanhola têm uma ideia de jogo”, enquanto sobre a experiência nos Estados Unidos foi honesto: “Não me adaptei ao jogo, mas adorei os Estados Unidos”. Já sobre Portugal, foi claro na hierarquia emocional: “O SC Braga é o clube da minha carreira.” Não deixando, então de enviar uma nota de apreço à liderança bracarense: “Gosto de António Salvador”.

O Final Cut com André Horta traça, então, o retrato de um jogador marcado por um percurso de superação e regresso. Mas Setúbal foi mesmo o ponto de viragem determinante, e onde as relações humanas, a confiança dos treinadores e a exigência competitiva moldaram uma carreira construída com tempo, contexto e convicção.

Uma conversa que conta com o apoio do Craques.pt. Este episódio pode ser visto nas plataformas habituais, a partir das 21h30, desta segunda-feira, dia 19 de janeiro.

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